Rui explica como funciona expectativa de projeção de leitos de UTI no estado

Rui Costa
GOVBa

Durante entrevista concedida hoje pela manhã, o governador da Bahia, Rui Costa, explicou como funciona a expectativa de ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento da Covid-19. De acordo com Rui Costa, existe uma média internacional - e ela está se comprovando no Brasil e na Bahia -, que em torno de 5% dos casos ativos (que não estão curadas, estão internadas ou com menos de 14 dias de contaminadas) precisam de UTI. Esse é o padrão internacional da doença. Este índice hoje na Bahia está em torno de 4 por cento das pessoas que precisam de UTI.

"Hoje temos 89 pessoas na UTI e 1.950 casos ativos. Como o número de casos está crescendo, se chega a 10 mil, vamos precisar de 500 leitos de UTI. Se chegar a 20 mil pessoas infectadas, serão necessários mil leitos de UTI exclusivos para o novo coronavírus", calculou o governador, acrescentando que ainda é preciso garantir aos baianos vagas para pessoas com outras doenças que precisam ocupa leitos da UTI também.

O governador concordou com o raciocínio do secretário estadual da Saúde, médico Fábio Vilas-Boas, de que se a curva de positivados não recuar, no final de maio vai estar com todos os leitos de UTI ocupados no estado. " A preocupação continua sim, apesar do recuo da média nos últimos cinco dias para 7,8% de crescimento", disse Rui, acrescentando que "isso não nos garante tranquilidade". No raciocínio do secretário, de nada adiantará, neste caso extremo, criar novos leitos de UTI, por que não haverá respiradores nem profissionais para atuar no atendimento à população.